segunda-feira, 27 de outubro de 2008


Fica difícil até pra escrever, eu odeio ser triste assim.


Mas a tristeza é de certo amiga companheira da poesia de qualquer espécia crua. A

poesia está nua neste poço de insensatez e falta de afeto dos demais. Importa-me.


Quantas vezes você sente seu peito rasgar de saudade?

O meu, 5 dias semais.


Não vejo a hora de tudo voltar ao eixo normal, e sorrir... e ter quem abraçar, e

coisas pra ouvir e coisas pra contar.

O Último Discurso


Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar - se possível - judeus, o gentio... negros... brancos.Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há ESPAÇO para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas necessidades.O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envevenou a alma dos homens... levantou no mundo muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: "Não desespereis!". A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores que sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que voz desprezam... que voz escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alienação regrada, que voz utilizam como carne para canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em nossas almas! Não odies! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos!Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas é escrito que o Reino de Deus está dentro do homem - não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tender o poder - o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar a vida livre e bela... de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto - em nome da democracia - usemos desse poder, unamo-nos todos. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotencia. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos!Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontres, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo - um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arc-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!Charles Chaplin

Já não me reconheço mais!

As minhas meias verdades não passam de meias mentiras e eu no momento me recupero de um baque, de uma briga que provoquei por conta da "liberdade" que tanto busco e na verdade a minha liberdade me aprisiona. Estou preso a mentiras inteiras, desejos imundos, lembranças sejas sem zelo, sem precaução, sem prevenção. E eu não previa transformar minha vida num caos. Talvez eu deva me afastar completamente de uma certa pessoa para que assim eu evite as situações.Sou viciado em condenar o meu pensamento... porque as lembranças são ruins demais. São péssima e inacreditavelmente imundas. Eu sou um ser imundo, me tornei um ser imundo porque não estou sabendo cuidar de mim.As coisas que eu ostento, na verdade são tão mínimas, mas, calma, já que estou falando de verdades então cabe aqui confessar que na verdade as minhas pirações não valem mais, não compensam mais o meu ralo diário, porque não me sujeito a ser comprado e não vendo meus valores, mas quando me perco de mim, me sinto tão vazio e inútil e arrependido que vejo que os meus valores na VERDADE já não estão mais presentes.Eu tento me convencer a não acreditar no monstro insensível e de ações desmedidas no qual me tornei.Tudo está bom e ruim, tento me manter vivo diante das virtudes que enxergam em mim, e quem pode me mostrá-las são os outros... Os outros além dos outros que me levam pro buraco.Talvez eu não queira mais existir, mas isso se resume a mais um desejo suicida infantil e só considero que se essa for a saída para não magoar as pessoas que verdadeiramente me amam, então que eu meta o pé e me jogue porta a dentro e finalize o meu destino nesse mundo podre que perecer dentro da minha alma.No meu coração cabe apenas dor... dor, dor, dor!Uma dor tão filha da puta que queria torcê-la, trucidá-la, parti-la ao meio, mas diante da minha imensa falta de coragem só me resta sufocar a minha dor dentro do meu coração imundo e sem cor. Dor, ah, dor! Ou eu te esqueço ou você me consome.Aparentemente não tão desesperada e por dentro estou às moscas, mergulhado num vazio negro absurdo e descontrolado.Tento me convencer também que não estou doente e que não preciso de ajuda, de certa forma desaprendi a discernir a profunda verdade da imensa ilusão. Mas eu penso nos outros que, de repente, se condenam às mesmíssimas condições a que eu me condeno e sempre me sinto pior, menor e ainda mais diminuído... O que faria Mrs. Dalloway?Eu me espelho em dores semelhantes à minha. Em pessoas, casos e contos de vidas largadas ao acaso como a minha. Eu preciso me encontrar e me comprometo aqui, em verso, lucidamente decepcionado e profundamente triste a nunca mais deixar de escrever, todos os dias da minha vda, mesmo que seja inútil, mesmo que seja uma linha, mesmo que seja absurdo, mesmo que não seja nada, ainda assim algo será, e será meu, eu poderei me lembrar da caminhada, eu poderei me lembrar me definhando, mas quem sabe eu me lembre mais de mim.

Sentimentos.

Eu não sirvo para falar coisas do dia-a-dia. Muito menos para falar coisas óbvias, que todos pensam a respeito. Eu sirvo para falar coisas que os outros nem imaginam. Eu sirvo para fazer os outros imaginarem como é se sentir igual a mim. Eu sirvo para fazer os outros invejarem o amor que reina em mim. Eu sirvo para fazer os outros terem dó das minhas infelicidades. Eu sirvo para falar de sentimentos. Sentimentos que apenas eu sinto, e que ninguém nunca vai sentir igual. Sentimentos bons e ruins. Sentimentos que me caracterizam, mas que eu não sei caracterizá-los. Sentimentos que fazem uma pessoa me amar, ou odiar. Sentimentos, apenas sentimentos. Algo que não podemos ver, mas sabemos que existe dentro do coração de uma e qualquer pessoa.

Tudo muda, mais alguma coisa continua igual.

É certo,com o decorer dos anos e com as milhares de voltas que o mundo dá, alguma coisa, por mais insignificante que seja, acaba mudando. Com o passar dos anos, mudamos nossas brincadeiras, os livros que lêmos antes de durmir,a roupa que vistimos, a maturidade exige certas mudanças,certas evoluções. Mas até onde é permitido mudar, sem ser desleal com nõs mesmos, sem passar a barreira dos nosso limites. Não devemos nos deixar influenciar com a opinião alheia, não devemos dar importancia para mexiricos e reputação, e sim com nossa conciencia, com quem realmente somos. As mudanças acontecem,é inevitavel, mas o que não deve acontecer é deixarmos de ser leias a nossa personalidade, nossa alma.

Mude. Mudei. Mudando.

Os passos são apressados,por isso,talvez,eu nunca tivesse notado todas essas mudanças.Eu afirmava,que absolutamente nada estava mudado,que apenas aqui,as coisas percorriam na mesmice de sempre. Engano. E com certeza não é o primeiro.As palavras que uso,a forma com que me comporto,as manias que adquiro,a forma de falar,de andar,de escrever,de me vestir.As musicas,a forma de cantar,de reagir.Até os mínimos detalhes não são poupados das mudanças.Mudanças que não são apenas físicas,são profundamente internas,sentimentais,psicológica..Cicatrizes que se fecham,hematomas que desaparecem,doenças que se curam.Olho no espelho,e vagarosamente reparo,e constato que NADA,ABSOLUTAMENTE NADA ESTÁ IGUAL.Essas mudanças são méritos do tempo,da vida,das estradas em que caminhei,posso ate dizer que são méritos meus.Porem,não tenho tempo para me acostumar a elas,decorá-las,pois ainda vejo muito o que absorver,muito o que mudar,melhorar,transformar.Paciência,tenho que aceitar o que eu sou e sempre serei, uma espécie de metamorfose ambulante.